22 Novembro 2009

Mundial de Futebol de Praia 2009

(imagem do Mundialito de Futebol de Praia ocorrido, em tempos, em Portimão, Portugal; imagem daqui)

Está decorrer até hoje, em Dubai, EAU, o Mundial de Futebol de Praia (ou futebol de areia).

Até ao momento ainda não sei quem é o vencedor que sairá da final que oporá Brasil à estreante Suíça. Em princípio e fora alguma surpresa – basta recordar a
final no Mundial dos sub-17 realizado na Nigéria – o Brasil deverá arrecadar a medalha de ouro e, por consequência, o título Mundial.

Só sei que para o terceiro lugar Portugal bateu o Uruguai, com quem tinha perdido na primeira fase, por 14-7 arrecadando, uma vez mais, a medalha de bronze (acabado de ser televisto na Eurosport2).

Não consegui saber quem foram – se foram – os países que representaram o continente africano. Pelo menos na arbitragem África esteve representada porque num dos encontros que televisionei estava presente um árbitro nigeriano.

O que pergunto é por onde anda Angola ou Moçambique, países com muito boas condições para apresentarem excelentes selecções com muito bons jogadores.

Recordemos como em Angola havia tantos “brinca-na-areia” um dos quais, Dinis (na
Mini-Copa de 1972 os locutores radiofónicos brasileiros, que relatavam os jogos, tanto vezes afirmaram que tinha nascido em… Bengala), esteve em destaque no sorteio – diga-se muito bem apresentado na TPA (nem sempre tem que ser tudo mal) – do CAN "Orange-Angola 2010".

De certeza que se a FAF
decidir apostar no futebol de praia – até porque ouvi dizer que está na calha para ser modalidade olímpica, se já não é – de certeza que poderemos mostrar ao Mundo uma boa selecção.

Têm a palavra Justino Fernandes e a FAF porque ainda vamos a tempo!

Crónica de João Craveirinha: A origem do espírito brasileiro “anti-português”

Mais uma interessante análise de João Craveirinha desta feita sobre algum certo "anti-português" de uma certa sociedade brasileira que o mesmo tem verificado durante a sua estadia em Terras de Vera Cruz.

Dialogando por João Craveirinha
(escrito em P.M. - português de Moçambique)

Crónicas dos (27) Brasís – I (série)
Breves incursões diacrónicas (passado ao presente).
Subsídios para compreender o Brasil e os brasileiros.

A origem do espírito brasileiro “anti-português”
“E quem nos fez assim (antes de tudo quanto tem de particular a nossa vida) foi a própria Europa. “ (in Pombo, Rocha (1925). História do Brasil, pp.279).

Grosso modo, até que ponto se poderá inferir que no Brasil possa existir um sentimento de repúdio ou desprezo a tudo que se relacione com Portugal, incluindo a África onde se fala português? Até que ponto está entranhado no imaginário colectivo brasileiro contemporâneo esse sentimento?

Essa verificação ad hoc poderá ser consubstanciada in loco no Brasil, sobretudo entre as camadas urbanizadas e quanto mais ditas eruditas, se acentuaria esse fenómeno. Obviamente haverá sempre excepções à regra. Mas no fundo ou na génese do tema tratar-se-ia de ressentimentos e recalcamentos em relação à antiga metrópole colonial paulatinamente (re)construídos a partir do século XVII (1600/1699) e teríamos de analisar... “até que ponto esta aversão foi alimentada pelos próprios intelectuais brasileiros (incluído Machado) que, no empenho de se distanciarem da metrópole (colonial portuguesa) viraram críticos azedos de tudo o que acontecia na Península (Ibérica) e renegaram da origem, tentando ganhar uma identidade própria. Não sei qual teria sido a atitude dos brasileiros se D. João VI (rei de Portugal, início séc. XIX) tivesse sido derrotado por Napoleão. Será que teriam gostado de serem cidadãos franceses?”...(depoimento de uma professora latino-americana sobre este tema).

Essa aversão vem ressurgindo em força no novo Brasil pretendente a um lugar entre as super-potências mundiais (?!). A confirmar-se (esse espírito brasileiro) inferir-se-ia que esse sentimento brasileiro “anti-português” se encontra parado no espaço e tempo. Não teria havido o necessário exorcismo dos fantasmas diacrónicos do Brasil desde 7 de Setembro de 1822 (187 anos de independência passados, em 2009).

Por outro lado, as tradicionais piadas (chistes) de mau-gosto no Brasil inferiorizando as capacidades mentais dos portugueses reflectem uma forma de complexo das avoengas lusitanas nos genes desse brasileiro remetendo para uma espécie de complexo colonial a necessitar de esclarecimento lúcido ou de uma catarsis. (Actualmente há um processo contrário em Portugal de piadas para inferiorizarem brasileiros que chegam à Europa quer como emigrantes quer como turistas - é o reverso da medalha da piada do “matuto”- simplório. Este processo inverso teve início após a entrada de Portugal na União Europeia em 1986. É de se dizer “tal pai, tal filho”).

Rocha Pombo

Uma possível análise desse fenómeno brasileiro
Para tal socorremo-nos do ilustre historiador brasileiro, José Francisco da Rocha Pombo, mais conhecido por Rocha Pombo (n. Paraná, 4 de Dezembro de 1857, f. Rio de Janeiro em 26 de Junho de 1933). Ora nas páginas do seu livro de História do Brasil (1925) volume II, no capítulo IX intitulado “O Regime Colonial”, na pp. 73 vemos inserido o “Capítulo IX – Síntese das causas que atuaram na diferenciação do nosso espírito nacional.”pp. 278. Eis um resumo dessas causas em cinco pontos:
I - O Brasil colónia portuguesa ter ficado entregue aos colonos portugueses que a geriam de acordo às suas vontades e necessidades sendo motivo de orgulho “e de entusiasmo pela (nova) pátria; e ao mesmo tempo feridos de ressentimentos e queixas amargas contra a côrte;” (em Lisboa).
II - A convicção que os interesses da colónia e do reino de Portugal não se combinarem.
III - A enorme distância geográfica a afastar Portugal na Europa, e o Brasil na América do Sul.
IV - “O encontro” do europeu, ameríndio e do africano, originando uma “fusão” genético-cultural que teriam de ser “resolvidas” no Brasil. (Nem sempre pacífica diga-se. O itálico é nosso).
V - Um espírito colonial de conquista do interior (sertão), a partir de um esforço próprio considerado heróico pelos colonos na manutenção e defesa de um património que sempre defenderam (como seu) assim como o enriquecimento com as minas (mentalidade de novos-ricos). O “bandeirante e o mineiro” expressariam as derradeiras acções do período colonial no esforço de erigir uma nação (o Brasil). O século XIX (1800/1899) deixaria um travo amargo nos colonos portugueses de (...)“profundo ressentimento, uma desconfiança irredutível”(...)” em viva antipatia e repulsa por tudo que de lá nos vinha”(...). E do “antagonismo entre filhos da terra” (Brasil) “e filhos do reino” (Portugal). Passaria essa aversão para o próprio país e às suas instituições mais emblemáticas, acrescentaria Rocha Pombo (em 1925). O “desprendimento” a tudo relacionado com Portugal (mãe-pátria) seria a motivação para os (luso) brasileiros estarem por sua conta e risco.

É paradigmática esta “aversão” a tudo que vinha do reino de Portugal nas suas colónias por parte de seus descendentes, quer na América do sul (Brasil), em África, Ásia ou Oceânia (Timor).

Maranhão

Flash back (diacronia)
Segundo crónicas do séc. XVII, em 22 de Novembro de 1652, parte de Lisboa o padre António Vieira integrante de um grupo de outros missionários (Jesuítas) acompanhados por dois capitães-mor chegariam ao Maranhão (S. Luiz), situado entre o Pará do Belém na parte norte do Brasil e do nordeste Piauí (Teresina), Bahia (Salvador), e a sul, Tocantins-Palmas (Goiás). Esses oficiais traziam ordens expressas do Reino para “corrigir os excessos praticados pelos moradores” - colonos portugueses e outros europeus (?!) contra os ameríndios (guaranis) que eram brutalizados em trabalho escravo pelos proprietários de terras (outrora dos mesmos ameríndios). Ora essas e outras situações “normalizadoras” eram consideradas como ingerência nos ”negócios” da colónia e respondidas muitas vezes de armas na mão pelos colonos portugueses (brasileiros) contra as autoridades do reino de Portugal. Esse espírito seria eventualmente transmitido trans-geracionalmente aos dias de hoje, sem que na contemporaneidade, quiçá, se tenha a noção da origem desse sentimento, aliás, peculiar nas colónias de outras potências coloniais europeias de então, com algumas variantes. No entanto, o caso da gesta colonial portuguesa é sui generis. O português é por excelência um puro nómada global quinhentista. A essência da sua “necessidade aguça-lhe o engenho”. Fez-se ao mar repleto de Adamastores que o amedrontavam, e superou-se. Faz parte da sua índole lamentar-se. No entanto segue em frente. Ou pelo menos assim fazia. Insatisfeito com o seu torrão natal vai, parte, e o seu génio e mau génio, recriam outros Portugais em outras paragens longínquas e inóspitas como por exemplo pelo nordeste brasileiro de temperaturas elevadíssimas ou pela selva amazónica densa e húmida. Compõem em desgarrada um “Fado Tropical”(1). Rompe com a mãe-pátria na Europa. O caso português-brasileiro é paradigmático. No caso africano os ventos da história pregaram-lhe uma partida. Mas isso fica para outro dia com a letra (2) e a música do “Fado Tropical”.

Notas:
(1) Alusão à composição musical e poética do cineasta moçambicano Ruy Guerra e do brasileiro Chico Buarque.
(2)
http://letras.terra.com.br/ruy-guerra/989543/

Fontes sitográficas:
Biografia de Rocha Pombo: Academia de Letras do Brasil (
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=214&sid=349
Mapas do Brasil: (
http://www.sites-do-brasil.com/diretorio/index.php?cat_id=881&cat_id_thm=29)
Blog “Pensar não dói”(
http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2009/03/fado-tropical-chico-buarque-dholanda-oh.html)

21 Novembro 2009

Faleceu um blogger mas não a obra!

O blogue “Tomar Partido”, de Jorge Ferreira, ficou hoje órfão do seu autor.

Jorge Ferreira faleceu hoje vítima de doença. Foi um antigo líder parlamentar do CDS-PP e um dos seus principais dirigentes e um dos fundadores do Partido da Nova Democracia (PND).

Regista-se o passamento físico do Homem, do Político combativo, do autor de excelentes textos que surgiam no seu blogue e no Jornal da Nova Democracia. Mas se foi fisicamente o Homem que estava por detrás do blogue, ficou a sua obra política e as suas intervenções políticas e sociais, bem assim as que vão perdurar os seus textos!

20 Novembro 2009

Vai-se a União Europeia nasce a Federação Europeia?

Até há pouco a União Europeia, uma constelação de Estados Europeus onde existia uma Comissão e a presidência era semestralmente rotativa entre os Estados-membros, regia-se como, essencialmente, uma União económica, tendencialmente política e social, mas onde o "euro" e os "maiores" já mais mandavam.

Agora com a entrada em vigor, no próximo mês de Janeiro do Tratado de Lisboa, e com a eleição ontem ocorrida do novo Presidente da União, vulgo, Conselho Europeu, o até agora primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, e da britânica Catherine Ashton como Alto-representante para a Política Externa da União Europeia e, simultaneamente, a número dois da Comissão europeia, ainda liderada por Durão Barroso, passará a existir na Europa um super-Estado onde os Estados, progressivamente, quer queiram, quer não, quer o reconheçam, quer não, irão ver progressivamente, serem-lhe retirados alguns – e provavelmente não pouco – poderes constitucionais.

Podem afirmar que não o é, ainda, uma Constituição Europeia, mas na prática o Tratado de Lisboa é-o. Só diferiu do seu vetado antecessor porque lhe foi retirada a expressão “Constitucional”.

Ou seja, e basta conhecer a História e os movimentos políticos europeus para o constatar, que o que Carlos V, Napoleão, Bismark ou Hitler não o conseguiram por via militar, conseguiu-o o sistema financeiro e a paranóia da Pax Europeia: uma União da maioria dos Estados europeus que o novo “futuro” presidente já afirmou logo nas primeiras palavras ser sua essa vontade "continuar a expandir a UE e reforçar o seu papel como peça importante no Mundo".

Veremos como os EUA, a Rússia, a China e os Emergentes irão aceitar esse “fortelecimento”…

Corrupção, doença ou naturalidade?

(uma imagem daqui)

Comenta-se, e bem, sobre a queda que Angola, Guiné-Bissau e Moçambique etambém, embora pequena, Portugal e Brasil, sofreram no quadro dos Países mais corruptos do Mundo.

De acordo com o
Transparency International (TI), Angola e Guiné-Bissau estarão entre os países mais corruptos e onde se registaram as maiores quedas, estando relativamente perto da posição 180 onde está o mais corrupto de todos. Melhor estarão Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe – este terá subido mais de uma dezena de posições – para já não falar de Cabo Verde que mantém um rácio acima da metade, cerca de 5,1 em 10 pontos possíveis (só os menos corruptos conseguem chegar perto deste número).

Portugal e Brasil estarão perto das posições 30 e 80, sendo que o Brasil está bem atrás de Cabo verde que ocupa uma posição entre as posições 45 e 50, ou seja, muito perto de Portugal.

Por curiosidade a França está numa posição próxima do 25º país, oiu seja, entre os menos corruptos.

E falo por curiosidade na França como também em Portugal porque estes dois países por razões diversas andam nas bocas do Mundo – e ambos ligados a Angola – como países onde a corrupção parece estar bem implantada, embora, a Justiça dos dois países esteja em pouco sintonia com a transparência que os processos exigiriam.

Em Portugal, fala-se e comenta-se que 30% dos produtos de luxo vendidos pelas lojas da especialidade, leia-se, de luxo, são-no
aos angolanos. Primeiro foi a empresa de televisão SIC que o noticiou – o que levou o nosso confrade Wilson Dada, no seu “Morro da Maianga” a perguntar se seria mais uma «Campanha da SIC» no que foi hoje retomado na portuguesa RTP e no Jornal Nacional.

Isto só por si não infere que os angolanos estejam a contribuir para a corrupção em Portugal. Pelo contrário, estão a manter viva uma actividade económica que , apesar de tudo, não sofre muito com a crise internacional.

O problema é que em Portugal começam a aparecer certos sintomas de corrupção, embora ainda de
face oculta, mas onde entram pessoas próximas do Estado, com conversas gravadas e escutadas junto de personalidade do Governo, e de empresas, algumas das quais com forte implantação em Angola, um dos escutados até é – ou foi – o presidente de uma instituição financeira que também está estabelecida em Angola, embora já tenha capitais angolanos, tal como em Portugal; mas só o era da parte estabelecida em Angola, ressalve-se... a parte portuguesa, teoricamente privada, tem mostrado que pertence ao Estado português, via CGD…

E Portugal está numa posição relativamente segura entre os menos corruptos. Olha se não estivesse…

Já a França, claramente melhor posicionada que Portugal entre os menos corruptos parece que vive no mesmo lodaçal. Só que há quem consiga ter um Estado mais blindado e por isso passa menos para a opinião pública os escândalos que norteiam os Champs Élysées. Mas quando os amigos se zangam ai que vem tudo ao de cima.

Todos se recordam, por certo, do processo Angolagate e das condenações que houveram e daquelas que morreram para não “ofender” relações políticas e económicas. Só que houve quem parece que não gostou de ser condenado e ver outros a cirandarem pelos Campos Elísios alegres e felizes.

De acordo com
Charles Pasqua o antigo ministro do interior e ex-candidato às presidenciais francesas, um dos condenados, os serviços secretos franceses (DGSE) teriam dado conta ao Estado francês e a algumas das suas mais altas individualidades das negociatas com as armas para Angola.

Ou seja, os amigos nem sempre são para as ocasiões. Mas o que mais ressalva nesta questão é que não vale a pena mandar pedras aos vizinhos quando se têm vidros tão finos ou paredes tão elásticas.

Condenemos, e bem e fortemente, a corrupção. Mas olhemos com olhos de ver para todos. É que na lista da TI que merece uma ponderação bem vincada há países que parecem ser o que não o são na realidade ou seja se mantém atractivamente apelativos como locais aprazíveis de se viver em liberdade e sem corrupção.

Recordemos que Portugal até Outubro de 2005 ou 2006, isto é, até uma declaração do presidente português Cavaco Silva parecia desconhecer a palavra “corrupção”. Só conhecia “a cunha”, “os esquemas” e “os favores”. Agora parece que dia si, dia sim, aí está mais um caso…

Será que a corrupção deixou de ser uma doença na sociedade para ser um acto natural?

15 Novembro 2009

Angola, Prémio Nacional de Cultura ou um Muro de silêncio?...

(imagem Jornal de Angola)

Será que o jornalista e escritor João de Melo vai aceitar o Prémio Nacional de Cultura e Artes outorgado – leia-se, imposto – pela Ministério da Cultura angolano em clara discordância ao que os membros do júri propuseram, ou seja, Viriato da Cruz?

Ou será que a reconhecida consciência política, cultural e social de João Melo o fará se inclinar pela declinação desta concessão política – apesar da
ANGOP mostrar fotos em contrário – só porque no MPLA ainda se sente que não estão saradas certas feridas antigas e há nomes vetados?

Ainda hoje num programa “Debate Africano”, da RDP-África, que passa ao fim da manhã de Domingo, havia quem questionasse se a não entrega do Prémio a Viriato Cruz seria porque o mesmo talvez não prevesse a entregue a título póstumo. Recorde-se que já depois de 2000, ano em que foi criado o Prémio, os artistas plásticos, Victor Teixeira “Viteix”, pintor, e Rui de Matos, escultor, foram premiados a
título póstumo.

Faz, de certa forma, lembrar o caso de Luandino Vieira quando foi laureado, em 1965, pela Sociedade Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio da Literatura Novelística com o seu livro «Luuanda», naquele que seria o seu segundo grande Prémio já que aquela mesma Sociedade já tentara conceder-lhe, pela mesma obra, o Prémio Camilo Castelo Branco.

Recorde-se que também nessa altura o poder instituído vetou a concessão do Prémio exigindo que o mesmo fosse dado a outrem o que foi negado pelos membros do júri e pela SPE faço que levou ao então Poder demitir todos os órgãos da Sociedade e extinguir o organismo que teve a ousadia de laurear um escritor “maldito” ligado aos “Estudantes do Império” e às questões relacionadas com o movimento independentista das colónias, nomeadamente ao “Processo dos 50”, a suspender o Jornal que, então, teve a ousadia de publicar a notícia, o
Jornal do Fundão.

Quase 50 anos depois e 20 após o derrube do “Muro” outros há que se mantêm para desgosto da Cultura!